Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Setembro 08 2012

 

Da cicatriz do SER depois de ser

Emerge, no Poeta, o seu legado...

Melodia que o verso, ao ser traçado,

Imprime, no futuro, a quem vier...

 

Não morre, do poeta, esse poder

Pois cada verso seu, cristalizado,

Fica connosco, em nós é semeado

E cada um de nós o faz crescer!

 

Poeta é imortal, juro-vos eu,

Que entre tantos nasci e deles herdei

A fome imensa de cantar em verso...

 

Afastou-se de nós mas não morreu!

Desabrochou em rimas, bem o sei,

Floriu noutro local deste Universo!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

publicado por Maria João Brito de Sousa às 14:05

Julho 20 2012

FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras

Bem pertinhas de suas casas

Eles são os filhos da inconsciência

De quem Governa seu ganha pão

Estas são as virtudes de um governo sábio

Tão sábio que deixa homens e mulheres

Perto dos cinquenta anos de idade ou mais

ou ainda mais novos

Entregue ás mãos de um patrão esperto

Afinal mais esperto que os governos sábios

Metidos em redomas de vidro onde se fecham

 

Eles se aproveitam de pequenos pormenores

Até os mais escondidos

Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos

Que dizem aprovar estas ditas leis

Em defesa da estabilidade e da liberdade

Mas qual Liberdade?

Quando pessoas vivem à mingua e à sorte

E outros se aproveitam da sua fragilidade!

Sabe-se lá com que interesses...

 

Não são certamente o destes excluídos 

Que sussurram p´las esquinas das cidades

A seu pobre coração sobre a falta de afectos

Dos misteriosos governos sábios

Que maquiavelicamente

Em determinadas alturas da vida

Tem sido fieis causadores 

Dos maus momentos de tristes destinos

 

Os dias dos excluídos se confundem

Uns com os outros

Como se fossem um relógio

Sem ponteiros que nunca se adianta

Nem nunca se atrasa

E eles mergulhados nesta verdade feia

Pensam que são demasiados novos

Para receber a sua reforma conquistada

Em longos anos de labor

E demasiado velhos para trabalharem

Como um direito que vem escrito

Em todos os manuais da vida humana

E afinal não passa de uma farsa bem ferida

 

Este não é aquele favo de mel tão doce

Como doce era o sabor de se sentirem úteis

P´ra sua meia idade como sempre aspiraram

Este é um pesadelo dos mais sinistros

Que agora vive em todos os excluídos

E que amanhã, infelizmente

Continuará a viver com outros sem sorte

Que terão as mesmas ruas

As mesmas esquinas

Para olharem  para um horizonte

Onde certamente e calmamente

Passeará o dinheiro dos espertos

E o absurdo puder dos sábios

Num futuro canalha

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 19:11

Julho 17 2012

DOCE MÃE

Na beira do rio sob a gratidão infinda

A doce mãe seu filho adormece

E naquele silencio a flor mais linda

Fragrâncias de sonho à noite tece

 

Na noite bela, tão bela como uma borboleta    

A Senhora mãe a seu menino sorri

No horizonte imaginado se abre uma greta

Mostrando à mãe um mundo ruim

 

Pensando ela... É mais bonito a beira do rio!

Onde reside o amor a viver em bonança  

E naquele quadro não bate o beijo frio       

Apenas p’ra seu filho a fiel segurança

 

A Mãe daquela beira jamais quer partir

Ali onde escuta o conversar das flores

Que por vezes muito a fazem sorrir

Enviando pró vento, maravilhosos odores

 

Naquele berço coberto pelo céu

A mãe sussurra ás estrelas que a cativa

Pede-lhes o amor quente dum seio seu

P’ra que seu menino em pureza viva

 

Depois do entardecer quando o sol já ia

Um poema se escreveu p’ra  seu espanto

À beira do rio o declamou na orvalhada fria

Empregnando ao momento, tanto, tanto encanto

 

E já na noite cativante de azul comovente

Olhando pró infinito das profundezas do luar

A doce mãe, ao menino oferece seu seio quente

Murmurando-lhe no rosto canções de embalar

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 19:07

Junho 23 2012

VAIS EMBORA

Vais embora minha bela flor 
Sem me dizeres, sem um olhar
Não mais terei o doce esplendor
De teus beijos p’ra desfrutar


Partes, fica apenas o recordar
Bem propenso à minha dor
Onde a lágrima se irá estatelar
Em meu rosto sofrido de amor


Meu mundo fica mais pobre
Vai embora meu enlace
Perderei a razão nobre
Que será meu disfarce


Eternamente me lembrarei
Dos bons pedaços já tidos
E de saudades chorarei
P’los bons tempos idos


Fica só meus pobre coração
E essa tua vontade não muda
Dizes adeus à minha ilusão
E a tristeza, meu ser inunda


De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 22:45

Abril 20 2012

publicado por Maria João Brito de Sousa às 12:42

Abril 02 2012

Sobre tudo o que nasça e que se exprima
Em forma do que nunca vos direi,
Desse enigma me basta, eterna, a rima
Pr`a vos falar do muito que eu não sei

E, mesmo que não haja quem redima
Quantas lacunas já por cá deixei,
Que importa se de música se anima
O quanto quis dizer, mas não logrei?

Jamais duvidarei de alguém que entenda
Que ousar a melodia é dar-lhe a voz
Que expressa o seu sentido universal,

Ou que, ao ouvi-la, exulte e compreenda
O quanto dela vibra em todos nós
Se o ritmo que alcançou for musical…



 

Maria João Brito de Sousa – 02.04.2012 – 14.53h


publicado por Maria João Brito de Sousa às 15:22

Março 28 2012

 

 

 

Tempo de Pascoa,tempo tão sublime

Tempo em que o amor ao ódio supera

Somente a paz e a luz, em nós impera

Nenhum mal haverá que se aproxime;

 

Ressuscitou a Luz que nos redime

Que nos eleva a Deus e recupera

Nossa Fé renovada, em vida e espera

Pela Ressurreição que nos suprime.

 

Foi na Última Ceia, Q'uele mostrou

Que o maior amor é de quem amou

Sem limites na Fé, amor de irmão.

 

Irmão, que foi irmão, p'ra nos salvar

Foi exemplo de amor e quis provar

Que em amor é maior, é a Salvação!

 

Cecília Rodrigues

Março-2012

publicado por Cecilia Rodrigues às 15:19

Março 04 2012

 

SAUDADE DE AMORES


Teu rosto, é sonho meu já esquecido
Teus murmúrios, ainda guardo nos ouvidos

É um som que me vai deixando vencido
E na mente, resta apenas teus gemidos

 

Que os recordo tantas vezes em prantos 
Na minha triste solidão atroz
São prazeres, amores e encantos
Tais momentos passados, quando sós

 

Desenhei teu nome em meu coração
Agora é poema nos troncos do arvoredo
São pedaços gravados de desilusão
Que só de lembrar sinto medo

 

E nas planícies de verde frescura
Procuro a linda flor vermelha açucena
Que a beijarei com toda ternura 
Como a ti beijava de manhã serena

 

Hoje, vem o choro destas lembranças
Quando no campo olho as lindas flores
Que com elas enfeitava tuas tranças
Me resta agora a saudade desses amores

 

De: Fernando Ramos



publicado por Fernando Ramos às 19:02

Fevereiro 02 2012

Como hei-de interpretar tão estranho gesto

De clara discordância e suspeição

Se, no que me respeita, é sempre honesto

Este acto de vos dar - ou não... - razão?

 

Tudo o que vos disser terá, de resto,

A mesma garantia de isenção;

- De quanta opinião guardar no cesto,

Construirei, mais tarde, opinião...

 

Se o tempo escassear, duplicarei

Em vontade o que falte às aptidões,

Em perda o que me for escapando em ganho

 

Mas, enquanto viver, eu escolherei

E irei sempre guardando opiniões,

Sem antes lhes medir força ou tamanho...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 01.02.2012 - 18.57h

publicado por Maria João Brito de Sousa às 13:55

Dezembro 13 2011


É de longe que venho. O que eu corri…

 

Quantos prados eivados de ribeiras,

 

Quantos penhascos, quantas ribanceiras

 

E quanto esconso vale não percorri!

 

 

 

E o tanto que passou e que nem vi,

 

Na pressa de correr? Entre carreiras,

 

Se perdem forças, se ganham canseiras,

 

Se esquece tanto quanto eu já esqueci…

 

 

 

Às vezes muito tarde, noite afora,

 

Esperando a madrugada, como agora,

 

De pálpebras cerradas mas sonhando,

 

 

 

Outras vezes de dia, a qualquer hora,

 

Gravando a irreverência da demora

 

Neste quase insondável “sei lá quando”…


 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.12.2011 – 21.16h


 

 

Imagem de um dos megalitos da Ilha de Páscoa, retirada da internet

publicado por Maria João Brito de Sousa às 22:26

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